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Backlinks: o que são, quais ajudam e quais derrubam o site

Frederico Pimentel
Frederico PimentelPublicado em 19/10/2026 · 8 min de leitura
Rede de pontos de luz ligados por fios finos, com um ponto central verde-limão para onde os fios convergem

Backlink é um link de outro site apontando para o seu. Para o Google, ele funciona de dois jeitos: é o caminho pelo qual o robô descobre páginas novas e é um sinal de que alguém considera aquele conteúdo digno de indicação. O Guia de SEO para iniciantes (atualizado em 10/12/2025) explica que o Google encontra páginas principalmente por links de outras páginas que já rastreou, muitas vezes de outros sites.

Sim. Na página sobre links rastreáveis (atualizada em 10/12/2025), o Google afirma que usa os links como sinal para avaliar a relevância das páginas e para encontrar páginas novas. E o guia de sistemas de classificação confirma que o PageRank, o sistema de links que existe desde o lançamento do buscador, continua entre os sistemas principais.

Os estudos de mercado vão na mesma direção, com uma ressalva importante:

  • Uma análise da Ahrefs com cerca de 14 bilhões de páginas, publicada em 01/12/2023, encontrou que 96,55% das páginas não recebem nenhuma visita do Google, e uma relação clara entre o número de sites que apontam para uma página e o tráfego dela (Ahrefs, "Search Traffic Study").
  • Um estudo da Backlinko com 11,8 milhões de resultados (atualizado em 14/04/2025) aponta que o 1º resultado do Google tem, em média, 3 vezes mais domínios de referência que os resultados da posição 2 a 10 (Backlinko).

A ressalva: os dois estudos medem correlação. O próprio texto da Ahrefs lembra que correlação não prova causa. Página boa atrai link e também ranqueia; o link sozinho não faz milagre por uma página fraca.

O texto clicável do link se chama texto âncora, e ele diz ao Google sobre o que é a página de destino. A recomendação oficial é que ele seja descritivo, razoavelmente curto e relevante para as duas páginas, a que tem o link e a que recebe. Âncora entupida de palavra-chave é tratada como spam. "Clique aqui" não ajuda ninguém; "guia de exames admissionais" ajuda o leitor e o Google.

O Google chama de spam de links criar links para ou a partir de um site principalmente para manipular o ranqueamento. As políticas de spam (atualizadas em 28/08/2026) listam, entre outros:

  • Comprar ou vender links para ranqueamento, incluindo trocar produto, serviço ou dinheiro por link.
  • Troca excessiva de links ("coloco o seu, você coloca o meu") e páginas de parceiros feitas só para isso.
  • Programas ou serviços automáticos que criam links para o site.
  • Links com âncora otimizada em artigos, posts de convidado ou press releases espalhados por outros sites.
  • Publieditorial pago com link que passa crédito de ranqueamento.
  • Anúncios em texto que não bloqueiam o crédito de ranqueamento.

A consequência também está escrita: sites que violam as políticas podem cair no ranqueamento ou nem aparecer nos resultados. Desde a atualização de dezembro de 2022, o sistema automático de combate a spam do Google, o SpamBrain, detecta tanto quem compra links quanto os sites usados para vender links. Nesse caso, segundo o anúncio de 14/12/2022, o crédito desses links é simplesmente anulado, e o ranqueamento que dependia deles cai junto.

Não. O Google reconhece que comprar e vender links faz parte da economia da web, desde que o link seja marcado. Os atributos certos, explicados na página sobre como qualificar links de saída:

AtributoQuando usar
rel="sponsored"Anúncios, posts patrocinados, links de afiliado e qualquer link pago
rel="ugc"Conteúdo gerado por usuários, como comentários e fóruns
rel="nofollow"Quando nenhum dos outros se aplica e você não quer associar o seu site ao destino

Os atributos sponsored e ugc foram anunciados pelo Google em 10/09/2019 (Google Search Central).

Na prática: patrocínio de evento, post pago em portal e parceria comercial são legítimos para gerar visita e marca. Só não devem ser usados para passar autoridade sem a marcação.

O link que conta é o que alguém colocaria mesmo sem SEO: porque o seu conteúdo responde melhor, porque você é referência no assunto ou porque a sua empresa é notícia na região. Na nossa experiência, os que mais movem resultado são:

  1. Sites do mesmo assunto. Um portal de segurança do trabalho citando uma clínica ocupacional vale mais que dez blogs genéricos.
  2. Sites da mesma região, para quem depende de busca local: associação comercial, imprensa local, entidades de classe.
  3. Links dentro do texto, no meio de um conteúdo sobre o tema, e não em rodapé ou lista de parceiros.
  4. Âncoras variadas e naturais, com o nome da empresa, o endereço do site e descrições do serviço.
  5. Ritmo constante. Centenas de links num mês e nenhum no seguinte é o padrão que mais chama atenção.

É assim que montamos a rede de backlinks de autoridade da Dr. Conteúdo: portais organizados por nicho e por região, com links contextuais e cadência planejada. Menções em veículos de imprensa entram pela assessoria de imprensa digital.

Quase nunca. A ajuda do Search Console diz que, na maioria dos casos, o Google consegue avaliar sozinho em quais links confiar, e que a maioria dos sites não vai precisar da ferramenta de rejeição de links. Ela é indicada quando as duas coisas acontecem juntas: há muitos links de spam apontando para o site e eles causaram, ou provavelmente vão causar, uma ação manual. O Google ainda avisa que, usada de forma errada, a ferramenta pode prejudicar o desempenho do site.

Se o site recebeu uma ação manual por links não naturais, o caminho é outro: levantar os links no Search Console, pedir a remoção aos donos dos sites, rejeitar o que não sair e então pedir a reconsideração.

O Search Console mostra, de graça, os sites que apontam para você, no relatório de links. Ferramentas como Ahrefs, Semrush e Ubersuggest mostram uma amostra maior e ajudam a comparar com concorrentes. O número sozinho engana: dez links de sites do seu setor valem mais que mil de diretórios desconhecidos.

Perguntas frequentes

O que é backlink?

É um link de outro site apontando para o seu. O Google usa links para descobrir páginas novas e como um dos sinais para avaliar a relevância delas.

Comprar backlink é proibido?

Comprar link para ganhar posição é contra as políticas de spam do Google. Link pago é aceito quando marcado com o atributo sponsored ou nofollow, porque aí ele não passa crédito de ranqueamento.

Backlink ainda funciona em 2026?

Sim. O Google afirma que usa links como sinal de relevância, e o PageRank segue entre os sistemas principais de classificação. O que mudou é que links artificiais tendem a ser anulados pelo SpamBrain.

Preciso rejeitar links ruins com o disavow?

Na maioria dos casos, não. O Google diz que consegue avaliar sozinho quais links ignorar. A ferramenta é para quando há muitos links de spam e risco de ação manual.

Quantos backlinks um site precisa?

Não existe número certo. Depende de quantos links têm os concorrentes que estão na sua frente e, principalmente, da qualidade e do assunto dos sites que apontam para você.

Frederico Pimentel
Sobre o autorFrederico Pimentel

Fundador da Dr. Conteúdo. Bacharel em Marketing e pós-graduado em Inteligência Artificial pela PUCRS, com mais de 10 anos em aquisição de clientes no digital. Conheça a trajetória.

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Frederico Pimentel, fundador da Dr. Conteúdo
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