O que acontece é que acabamos tendo a necessidade de fazer as duas coisas. Não há como fugir porque as informações estão aí. Já são muitas – e chega um tsunami a cada dia. E você sozinho não conseguiria produzir todo o conteúdo do seu segmento. Aí entra a necessidade da curadoria, de filtrar o conteúdo dos outros que pode servir aos seus objetivos e às necessidades do seu público.

Mas a pergunta-chave é “por que, como e o que vou produzir e/ou curar?”
É aqui que acabamos, até sem perceber, nos tornando editores e até censores (de censura), porque vamos ter de pautar, produzir, buscar, selecionar, cortar ou acrescentar, enfim. E, independente de produzir ou curar, devemos sempre nos guiar por dois objetivos-chaves já citados: o conteúdo deve trazer valor e lucro para o seu negócio e deve atender à necessidade do seu público.
Existem empresas que só curam conteúdo, sem produzir um bit de informação. Elas estão erradas? Sim ou não. Depende do seu negócio, depende de seus objetivos comerciais e de relacionamento, depende dos influenciadores, de uma série de variáveis. Mas depende fundamentalmente do gestor do negócio ou do gestor de comunicação e marketing (ou de alguém que o valha), que, com base em estratégias e planejamento, irá decidir e botar em prática – ou não – a curadoria ou a produção, ou ambas.
Instigando você
Decidir se vai curar ou produzir – o porquê – está diretamente ligado aos benefícios que você quer ou espera que o conteúdo traga ao seu público e ao seu negócio.
- Será que apenas curar vai trazer as mesmas vantagens que um conteúdo original, planejado e executado com foco no seu público traria?
- Apenas o conteúdo curado traria satisfação e engajamento (por parte do seu público) que o seu negócio precisa?
- Só com o conteúdo curado você seria capaz de animar, conversar, interagir, envolver, promover-se e tornar-se lembrado por algo que levasse à ação e trouxesse mais retorno para seu negócio?
Se as respostas para estas três perguntas forem sim, apenas cure – com muita apuração e avaliação – e saiba trabalhar as outras variáveis, que incluem muito jogo de cintura, criatividade com a forma de oferecer esse conteúdo e, principalmente, deixar sua identidade, sua personalidade, apesar de esse conteúdo não ser produzido por você ou pela sua empresa.
Se as respostas forem não, comece a, além de curar, produzir conteúdo. Como? Primeiro conheça seu negócio; depois defina/conheça e investigue seu público; então comece a procurar os assuntos de principal interesse e as necessidades dele com relação ao seu negócio, produto ou serviço; procure também os assuntos circulares que ajudam a dar identidade e mostrar a personalidade da sua marca (cinema, motivação, empreendedorismo, diversão, humor, estilo etc.) e que se relacionem com seus valores e propósitos. A partir daí, defina abordagem, plano editorial, cronogramas, time e bote pra fazer. Esteja envolvido no processo ou delegue a alguém competente. Colha muitas informações e referenciais, inove, transforme tudo isso e deixe com a cara do seu negócio. [Dr. Conteúdo]
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atilaVELO|17:12, 16. novembro, 2011
Muito bom! =] Curti o questionamento e a forma como você construiu a resposta e esmiuçou os benefícios de cada um. Particularmente, acredito que para a maioria das empresas o melhor negócio é o equilíbrio entre produção e curadoria – até mesmo por conta do tsunami diário de informações. Mandou bem! Abraços.
Dr. Conteúdo|0:26, 22. novembro, 2011
Obrigado, Atila!
É preciso ter disposição para a produção, mas a curadoria é tarefa tão importante e demanda tanta atenção quanto. Ambas devem ser criteriosas. Por muito tempo sustentou-se, e ainda se sustenta, que o conteúdo é rei. Hoje diz-se que a curadoria é que é rei, ou rainha.
Abraços,
Newton Alexandria